Fonte: Pixa Bay, 2020


A empresa ADM tem filiais em todo o mundo. No Brasil encontra-se no Porto de Santos. Processa e vende soja, milho, ração além de biocombustíveis. produtos químicos e ingredientes especiais para a indústria. A ADM começou suas operações no Brasil em 1997. Hoje é uma das empresas que mais tem preocupação com o meio ambiente e como suas atividades impactam.

Um dos mais novos projetos que foi iniciado em 2018 e deve ser concluído em 2020 é projeto Novos Ares.
Além desse projeto a empresa ainda assinou a Moratória da Soja assumindo o compromisso de não comprar soja cultivadas em áreas desmaradas da Amazônia.
Os Investimentos de R$ 280 milhões permitirão reduzir a emissão de partículas e de odores em até 80% na operação da ADM. O projeto inclui  Uma segunda linha de carregamento de navios e uma quarta estação de descarregamento de caminhões, permitindo operações mais eficientes; expansão da capacidade de armazenamento do terminal de 172.000 para 194.000 toneladas; expansão da capacidade anual de exportação de 6 milhões para 8 milhões de toneladas e o aumento significativo do controle de impacto ambiental do terminal, reduzindo a emissão de partículas em 80%, através do uso de tecnologias que melhoram o transporte interno e o armazenamento de grãos.

 Desde a concepção, o novo terminal traz um grande enfoque às estruturas e conta com um complexo e minucioso sistema de controle ambiental e de sustentabilidade, que abrange todas as etapas de sua operação, do recebimento dos grãos, do transporte e do armazenamento nos silos, até o embarque final nos navios, para mitigar a emissão de particulados e controlar os fatores que propiciam odores.

Os equipamentos mais importantes do novo terminal são os dois shiploaders de última geração, cada um dotado de tubo telescópico que oferece um sistema de descarga dos grãos em cascata, para impedir a queda livre do produto e a formação de nuvem de pó. Sensores no tubo telescópico fazem com que sua boca fique sempre em contato com o fundo do navio ou com o produto embarcado. Trata-se da melhor tecnologia e da mais avançada em termos de práticas ambientais no mundo. Equipamentos similares são usados no carregamento conhecido por emitir partículas de dimensões muito menores do que as geradas pelos grãos e farelos.
No descarregamento, as moegas terão lamelas (espécie de lâminas) equipadas com sensores inteligentes, que detectam o peso do produto para abrir e fechar as aletas e, desse modo, reter o pó no subsolo. As moegas também vão contar com captores de particulados, para filtrar o ar, e portas automáticas que manterão a poeira enclausurada. Os produtos descarregados seguem por elevadores e correias em torres vedadas até o topo do armazém e, de lá, por correias transportadoras blindadas, para evitar que o pó atinja a área externa. Essas correias já contam com um eficiente sistema de filtragem pontual para capturar o pó, que será ainda ampliado no novo terminal, com a instalação de novos filtros.
 Para evitar a nuvem de pó que se forma quando o produto é depositado, o novo armazém contará com uma moega supressora de pó (DSH, sigla de Dust Supression Hopper). Essencial para que os grãos finos fiquem no ambiente, o DSH também reduz a geração de resíduos e consome menos energia.

Em Fevereiro de 2020 já foi finalizada a criação de operações de manobra ferroviária com robôs, faltando apenas o término da construção da nova moega rodoviária em Dezembro de 2020.

Fonte: http://www.projetonovosares.com.br/